Menu de Páginas
TwitterRssFacebook
Menu de Categorias

Postado por em mar 29, 2018 em Instrucional, Novidades | 0 comentário

Por que a minha Impressão Digital não é mais reconhecida?

Por que a minha Impressão Digital não é mais reconhecida?

A mensagem “Digital não encontrada”, no REP Hexa, tipicamente fornecido pela SIMPAX, ou análoga em outros Relógios de Ponto, significa que o REP não reconheceu a impressão digital apresentada como sendo uma das previamente cadastradas no equipamento.

Uma vez que os sensores biométricos não são infalíveis e são configurados para evitar os chamados falsos positivos (leia Dicas para uso de equipamentos biométricos por reconhecimento de impressão digital para entender o que são Falsos Positivos e Falsos Negativos), isto vai acontecer com alguma frequência em qualquer operação de Controle de Ponto e/ou Acesso. É inevitável! E, se não acontecer em volume que impeça a operação normal do dia a dia, não há o que se verificar a cada ocorrência. Mal comparando, tentar investigar cada ocorrência seria como ligar para a operadora de celular cada vez que o número discado desse “fora de área”. Não existe operação na qual a mensagem “Digital não encontrada” não vá acontecer.

Reforçando, o importante é que o volume de ocorrências da mensagem “Digital não encontrada” não seja alto a ponto de prejudicar a operação normal. E que numa tentativa seguinte a digital acabe sendo devidamente reconhecida.

 

Simpax.Hexa

 

Para entender por que isto (ter a impressão digital não reconhecida) acontece, relacionamos 11 itens que julgamos importantes para o seu conhecimento:

  1. A digital cadastrada originalmente tinha baixa qualidade. Digitais com percentual inferior a 90% devem, preferencialmente, ser descartadas.
  2. O dedo que foi cadastrado não é o dedo que está sendo apresentado no momento do registro. É incrível, e parece até meio óbvio que isto não aconteceria, mas isto ocorre com enorme frequência. Principalmente pessoas que acabam tendo que se recadastrar por alguma dificuldade prévia, frequentemente confundem qual dedo está cadastrado.
  3. O dedo foi cadastrado em uma posição diferente da que está sendo apresentada. Mais para cima, ou para baixo, ou para um dos lados, ou mesmo com inclinação diferente. É importante que sempre a mesma parte do dedo seja apresentada no sensor.
  4. A pessoa pode ter danificado sua impressão digital, mesmo que de forma não perceptível a olho nu. Pequenas lesões podem provocar cicatrizes que temporariamente prejudicam a identificação da digital. Pessoas que trabalham com produtos de limpeza, químicos ou abrasivos, que fazem serviço braçal ou manual, tendem a ter suas digitais mais danificadas que outras que fazer “trabalho de escritório”. Mas isto acontece com todas as pessoas.
  5. Pessoas que têm a pele muito ressecada, que suam muito nas mãos, que são muito idosas ou crianças têm dificuldade de ter suas impressões digitais cadastradas e reconhecidas. Usar a oleosidade da testa para diminuir o ressecamento ou eliminar o excesso de umidade costuma facilitar a operação do equipamento. Pode parecer um ritual estranho, mas passar a superfície do dedo que tem a impressão digital na testa antes de tentar o reconhecimento aumenta tremendamente o índice de sucesso para quem tem dificuldade em ser identificado.
  6. Pessoas que usam cremes nas mãos ou manuseiam óleos ou graxa prejudicam o funcionamento do sensor. Temos relatos de usuários que passam hidratante nas mãos antes de sair do expediente e acabam não conseguindo bater ponto. Só que o excesso de creme acaba ficando no sensor e prejudicando o uso dos usuários seguintes, que também acabam não conseguindo registras seus pontos.
  7. Incidência de luz do sol direta sobre o sensor (o outras fontes de luz excessivamente fortes) podem prejudicar o funcionamento do sensor ótico. Nestes casos, apenas mudar a posição do aparelho para longe da fonte de luz já costuma dar resultado.
  8. Tipicamente 1% a 2% da população têm problemas congênitos ou adquiridos ao longo da vida que as levam a ter dificuldade de usar equipamentos biométricos por reconhecimento da impressão digital. São pessoas que têm dificuldade até para obter o registro civil, tendo que refazer o registro periodicamente ou simplesmente não tendo digital registrada na respectiva Secretaria de Segurança Pública.
  9. Trocar um equipamento Certificado pelo MTE (Portaria MTE 1510/2009) ou sem certificação por um equipamento Certificado pelo Inmetro (Portaria Inmetro 595/2013) também pode provocar a sensação de piora do funcionamento do sensor. Isto acontece porque alguns fabricantes de REP usavam um procedimento que atualizava o cadastro da biometria a cada marcação de ponto bem sucedida. Ou seja, quando o usuário marcava ponto, o cadastro anterior era apagado e uma imagem atual da impressão digital era gravada. Isto permitia que as novas cicatrizes normais do dedo ou o novo hábito de posicionamento do dedo do usuário fossem sendo incorporadas pelo registro da impressão digital ao longo do tempo. Infelizmente procedimentos deste tipo passaram ter dificuldade de serem aceitos pela Certificação do Inmetro, segundo relatos que tivemos de fabricantes.
  10. O Inmetro, segundo relatos dos mesmos fabricantes, também passou a ser mais rigoroso no sentido de evitar que a parametrização da sensibilidade do sensor pudesse ser alterada após a Homologação do REP. Antes era possível ajustar com mais flexibilidade o sensor para ser mais ou menos criterioso na comparação de digitais de acordo com o perfil do cliente (menos ou mais sujeitos a fatores ambientais e/ou comportamentais que prejudicassem a operação do equipamento). Infelizmente isto não é mais possível com a mesma facilidade.
  11. Finalmente, o comportamento dos usuários e principalmente dos chefes dos usuários também é determinante. É comum haver resistência por parte dos usuários após a introdução do controle de ponto ou mesmo após a troca de um equipamento. Já testemunhamos todo tipo de sabotagem consciente e inconsciente. Se a chefia não patrocinar o novo sistema e aceitar as reclamações sem se impor, a chance de sucesso do projeto é mínima. Temos um relato, por exemplo, de um parceiro comercial que, após semanas de desgaste por falhas de leitura, ordenou que todos os funcionários que não conseguissem registrar sua entrada no refeitório fossem ao presidente, patrocinador do projeto de implantação do controle biométrico para refeições, explicar o ocorrido. O problema simplesmente cessou sem que o presidente atendesse um único funcionário.

Em resumo, a maior parte dos equipamentos com suporte ao registro por impressão digital vão funcionar adequadamente a maior parte do tempo na maior parte das empresas. Porém sua operação fora dos parâmetros adequados vai dificultar tremendamente a operação.

Outro fator importante é também a escolha do Modelo de Sensor adequado a sua operação.

Deixe uma resposta